Frente Parlamentar em defesa da privatização?

Direção da Fentect não quer mobilizar, mas adora um gabinete de deputado

Mal os sindicalistas traidores do PT retornaram à direção majoritária da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios), já se sentiram com o caminho livre para fazer demagogia com deputados no Congresso Nacional.

O portal da Fentect na internet noticia o lançamento da “Frente Parlamentar em defesa dos Correios”. Nem precisa dizer que os deputados do congresso nacional não estão interessados em defender nem os Correios, muito menos os trabalhadores. Caso contrário, a primeira medida que deveriam tomar é exigir a imediata interrupção do processo de privatização da empresa, que vai levar milhares de trabalhadores à demissão e já estão tornando as condições de trabalho cada vez piores. Tudo para atender aos interesses dos capitalistas que querem colocar as mãos nos lucros da empresa estatal.

Mais ainda, os deputados do PT e do PCdoB que aparecem junto com o secretário-geral da Fentect, José Rivaldo “Talibã”, e a presidenta do Sintect-DF (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Brasília), Amanda Corcino “Marmitex”, votaram a favor da MP 532 em 2011, que foi um passo importante para a privatização dos Correios, mudando seus estatutos.

Sem falar da presença do patrão Wagner Pinheiro, presidente da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos), que tem sido o principal articulador de toda a política de privatização e de ataques aos trabalhadores. Foi na gestão Wagner Pinheiro que a MP 532 foi colocada em prática, que o plano de saúde da categoria foi privatizado e agora foi anunciado o plano de “restruturação” da empresa.

Os sindicalistas do PT, do PSTU e os que se dizem de “oposição” deveriam em primeiro lugar se preocupar em realmente defender os trabalhadores, mobilizando a categoria. Pelo contrário, a direção da Fentect apresentou uma pauta de negociações sem sequer passar pelas assembleias.

Esse é o sindicalismo ultra-burocrático do PT, imitado pelo PSTU e pela “oposição”. Longe da categoria, perto dos patrões.

O balcão de negócios da campanha salarial começou

Primeiras reuniões de negociação mostram que a campanha salarial está sendo vendida pelos sindicalistas traidores

Na última semana (quarta e quinta-feira), ocorreram as primeiras reuniões de negociação da campanha salarial 2015/2016 dos Correios. A entrega da luta da categoria já começou, se depender dos sindicalistas que estão negociando.

Todos os representantes da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) assinaram a Ata da reunião com a empresa cujo principal tema foi estabelecer um calendário de negociações.

A arrego já ficou evidente na primeira reunião, mostrando que o golpe que foi colocado em marcha no congresso para retornar o PT para a Fentect tem como objetivo promover uma entrega geral da campanha salarial da categoria.

As negociações estão ocorrendo da maneira como a empresa quer. Os trabalhadores lutaram nesses últimos três anos para exigir que o comando amplo de negociação da federação fosse de fato quem negociasse pela categoria. Os sindicalistas da Fentect estão jogando na luta do lixo essa conquista.

Na reunião, não foi dita uma palavra sobre a presença dos divisionistas da federação fantasma (Findect), do PCdoB/CTB, totalmente alinhada com a direção da ECT, cujos dirigentes assinaram todos os acordos impostos pelos patrões contra os trabalhadores. É tudo o que a empresa sempre quis.

A presença da Findect na reunião significa oficialmente a volta do balcão de negócios nas negociações. O interesse da empresa na participação da Findect é justamente aumentar seus sindicalistas de confiança que, melhor ainda para ela, não precisa submeter nenhuma de suas decisões para as assembleias.

Isto tudo foi feito, depois que a nova direçào da Fentect ter entregue – pela primeira vez na história da categoria – a Pauta de Reivindicações da campanha salarial à direção dos Correios, sem que a mesma fosse debatida e aprovada no Congresso da categoria (o “congresso da bandalheira”) e aprovada nas assembleias dos 36 sindicatos espalhados pelo País. O que não foi denunciado por nenhuma dos setores que integram a diretoria da federação.

A Findect nas negociações marca também a continuidade do golpe dado pela direção da ECT no Congresso dos trabalhadores, por meio da fraude que devolveu o comando da Fentect para o PT, aliado aos “antigovenistas” do PSTU/Conlutas, com a capitulação da Intersindical e de setores “independentes” liderados pela direção do Sintect-MG. Agora, eles estão agindo para acabar – de fato – com o Comando Amplo de Negociação da Fentect. Trata-se de acabar com o comando formado por representantes de todas as bases sindicais, substituindo-o po rum comando dominado por “representantes” da Findect e de uma maioria de sidnicatos dominados por burocratas que sequer convocam assembleias para que os trabalhadores possam decidir sobre os rumos da campanha.

E é exatamente isso o que está fazendo a nova diretoria da Fentect que notavelmente está boicotando a formação do Comando Nacional amplo.

Contra esta política, os setores classistas da categoria, precisam denunciar o golpe, a tentativa de reestabelecer o balcão de negócios, de compra e venda de sindicalistas, em troca da entrega das reivindicações dos trabalhadores na campanha salarial.

É preciso defender o Comando Nacional de Mobilização e Negociação, como aprovado no Contect de 2012, com representantes eleitos em assembleias de base; sem os traidores da Findect; negociação sem representantes patronais, como da ADCAP na bancada dos trabalhadores; a transmissão ao vivo das negociações, para que os trabalhadores saibam exatamente o que está acontecendo e que todas as decisões da campanha estejam nas mãos dos trabalhadores por meio das assembleias de base da categoria.

Os patrões agradecem os sindicalistas traidores que estão procurando fazer a farra na campanha salarial. Mas esses não perdem por esperar a devida reação dos trabalhadores diante destes golpes.

Trabalhador temporário é demitido depois que teto cai em sua cabeça

Trabalhador contratado como MOT – Mão de Obra temporária – nos Correios é demitido após sofrer acidente de trabalho na cidade de Campinas-SP e realizar a CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho

No CDD Flay – Centro de Distribuição Domiciliar do Flamboyant – localizado na cidade de Campinas, interior do estado de São Paulo, há uns dez dias atrás um trabalhador contratado pelos Correios como MOT – Mão de Obra Temporária – sofreu um grave acidente dentro da unidade no momento em que manipulava as cartas.

Em uma construção ao lado do CDD, escombros caíram da obra e atingiram o teto de amianto da unidade que quebrou e caiu no forro de isopor indo tudo para baixo, atingindo a cabeça e as costas de um trabalhador MOT.

O trabalhador sofreu sérias escoriações, no entanto, mesmo acidentado continuou trabalhando até o final do dia, indo inclusive fazer a entrega externa de cartas.

Alguns carteiros que presenciaram o acontecido exigiram da chefia alguma atitude diante da gravidade, que diante da pressão do fato, confeccionou a CAT – Comunicado de Acidente de Trabalho – para o trabalhador e ainda convocou seus superiores para verificar as causas do acidente.

No entanto, o trabalhador MOT, que correu o risco de morrer com o acidente, ainda foi penalizado pela Empresa terceirizada que o contratou para os Correios, dispensando-o do serviço.

Esse caso só comprova a tese de que o plano da ECT para os Correios é acabar com as contratações por concurso, por tempo indeterminado, demitir os efetivos a fim de substituir toda mão de obra da empresa por mão de obra temporária, onde os trabalhadores ganharão menos, terão menos direitos e sequer poderão ficar doentes ou sofrer acidentes, pois caso isso aconteça, o destino que terão será o “olho da rua”.

– Exigimos a reintegração imediata do companheiro MOT que sofreu o acidente e foi demitido por este motivo;

– Para combater a terceirização é necessário que os contratos todos nos Correios sejam feitos por tempo indeterminado, com isonomia salarial entre a categoria;

– Somos contra as demissões, portanto os trabalhadores terceirizados que já estão trabalhando devem ser efetivados nos quadros de funcionários da ECT, com os mesmos direitos e garantias dos demais ecetistas.

Boletim Ecetistas em Luta: O golpe do PT e a capitulação da “oposição”

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A edição 451 do boletim Ecetistas em Luta traz um balanço do XII Congresso Nacional dos Trabalhadores dos Correios que resultou em um golpe contra os trabalhadores e a volta dos sindicalistas do PT e do PSTU à direção da Fentect.

Para ler, imprimir e distribuir o boletim, clique aqui.

A volta do Balcão de negócios nas negociações dos Correios

Depois do Congresso fraudado de Luziânia-GO em junho-2105, a diretoria da Fentect – ? Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios – dirigida pelo PT e PSTU ressuscita novamente o Balcão de Negócios na campanha salarial dos Correios

Com a colaboração dos grupos centristas e capituladores que se intitulam de oposição (Intersindical, Grupo do Pepê de MG e independentes) legalizando o Congresso fraudado da Fentect, em junho deste ano, em Luziânia-GO, os sindicalistas traidores e fura-greves do PT e PSTU, após três anos, reassumiram o controle da Fentect.

A secretaria geral e secretaria de finanças da Fentect foram parar nas mãos de sindicalistas patronais respectivamente, José Rivaldo do PT, vulgo Talibã e Geraldinho do PSTU, divisionista de São Paulo. São conhecidos na categoria por serem da confiança da direção da ECT.

As primeiras medidas que estes verdadeiros agentes patronais tomaram a frente da Fentect mostram que a Federação na mão dessa turma se afastará totalmente dos trabalhadores e sua organização pela base.

Protocolaram no dia 02 de julho, junto à direção da ECT, a pauta de reivindicação dos trabalhadores dos Correios para campanha salarial de 2015-2016 sem sequer ser aprovada pelas assembleias da categoria.

Além disso, tomaram a decisão de protocolar essa pauta sem a presença do Comando Nacional de Mobilização e Negociação da Fentect, o conhecido Comando Amplo da Fentect.

O Comando Amplo foi criado pelo Bloco de oposição a partir do Congresso de 2012 em Fortaleza, composto de 42 membros um por base sindical, justamente para sepultar os Comandos constituídos por sete pessoas apenas, que vendiam as campanhas salariais a troco de cargos,  essa operação ficou conhecida por Balcão de Negócios entre sindicalistas do PT-PCdoB e PSTU da Fentect com a direção da ECT.

A atitude dos sindicalistas traidores do PT e PSTU, legalizada pelos demais diretores da Fentect, como capachos, de entregar as reivindicações dos trabalhadores dos Correios para direção da ECT sem que os trabalhadores pudessem aprovar sua própria reivindicação tem um significado simples e objetivo, exposto abaixo:

1 – As decisões a serem tomadas pela nova diretoria da Fentect, eleita em um Congresso fraudado, serão feitas cada vez mais em um número reduzido de pessoas

2 – Retirando da categoria o poder de decisão sobre as negociações feitas pela Fentect e a direção da ECT, os sindicalistas traidores terão as mãos livres para assinarem novamente os acordos traidores, que prejudicarão a categoria e favorecerão a direção da ECT.

3 – Com poder de assinar acordos traidores, os sindicalistas do PT, PSTU e PCdoB poderão negociar as traições por cargos de chefia dentro da ECT. É a volta do Balcão de Negócios.

Por Comandos de Base. Nenhuma confiança na diretoria fraudada da Fentect

Os sindicalistas do PT e PSTU, que não tem nenhum apoio na base, que ganharam de presente o controle da Fentect dos grupos centristas e capituladores dos Correios, não podem dar o luxo de fazer assembleias com os trabalhadores para que suas ações colocadas para serem aprovadas ou não.

Depois de traírem todas as últimas lutas da categoria, enganarem os trabalhadores de todas as formas possíveis e imagináveis, os sindicalistas do PT e PSTU terão que controlar a Fentect em reuniões fechadas, sem a presença dos trabalhadores.

A campanha salarial está sendo encaminhada para ser entregue a direção da ECT por esses sindicalistas patronais.

Por isso os trabalhadores não devem dar nenhuma confiança a essa direção fraudada da Fentect, tem que se organizar por fora das decisões tomadas por essa gente:

– Nenhuma confiança a direção fraudada da Fentect;

– Organizar a campanha salarial pela base;

– Organizar Comandos de mobilização e greve pela base.

-Pela unidade da categoria em um único sindicato, uma só categoria nacional, um só sindicato nacional.

– Pelos Correios Público, Estatal e de qualidade controlado pelos trabalhadores, com eleição direta a todos os cargos da ECT, desde Presidente à supervisor, com mandatos revogáveis pelos próprios trabalhadores.

Ecetistas em Luta debate congresso e os rumos da campanha salarial

Militantes da corrente Ecetistas em Luta fizeram um balanço do Congresso da Fentect e do papel de toda a burocracia sindical, que prepara mais uma traição à campanha salarial da categoria

A corrente Ecetistas em Luta realizou, no último sábado (11), uma plenária para discutir um balanço dos novos acontecimentos da luta da categoria dos Correios. O principal debate da plenária foi o balanço do Congresso da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios), que aconteceu no final de junho.

O congresso foi um golpe para recolocar o PT e os seus aliados do PSTU/Conlutas de volta ao domínio da federação. Na plenária de Ecetistas em Luta foi avaliado o papel das diferentes alas da burocracia sindical no golpe.

A Articulação Sindical/PT contou com todo o aparato da direção da empresa para fraudar assembleias e garantir uma maioria artificial de delegados. O PSTU/Conlutas também lançou mão de fraudes em assembleias onde são direção do sindicato e contou com a ajuda do PCdoB para garantir a segunda maior delegação em São Paulo.

Esse acordo entre PT e PSTU/Conlutas ficou claro durante todo o congresso. Em todas as votações importantes, o PSTU procurava se aliar com o PT, direta ou indiretamente. Foi o PSTU que primeiro propôs que todos os recursos de assembleias não fossem debatidos. Dessa maneira, as fraudes em pelo menos 17 assembleias foram legalizadas e a Articulação garantiu sua maioria. Resultado: volta de José Rivaldo “Talibã” do PT para a secretaria-geral da Fentect e Geraldo Rodrigues o PSTU na secretaria de finanças. Dois representantes máximos do sindicalismo traidor nos Correios.

Os membros da corrente Ecetistas em Luta denunciaram desde o início o golpe que estava sendo armado contra os trabalhadores. Não fosse a total capitulação do “bloco de oposição”, formado por Intersindical e independentes, que procurou a todo o momento se adaptar à política do PT, o congresso poderia ter sido diferente. Também foi decisiva a capitulação completa do grupo formado pelo Sintect-MG (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas Gerais) que saíram do PCO para levar adiante uma política de entrega total do congresso para a Articulação Sindical. O secretário-geral do Sintect-MG, Pedro Paulo, acabou servindo como principal articulador do arrego do bloco de oposição, aceitando as fraudes.

Os militantes da Corrente Ecetistas em Luta debateram o balanço do congresso e discutiram a política para a campanha salarial que será vendida para a empresa, com toda a direção da Fentect formada pelos sindicalistas pelegos conhecidos da categoria.

Diante disso, a corrente Ecetistas em Luta vai começar uma ampla campanha, chamando os trabalhadores a não confiar um momento sequer nas direções sindicais e formar comandos de base independentes para organizar a luta.

Pauta rebaixada e sem aprovação da categoria é apresentada a ECT

Diretoria eleita em Congresso fraudado da Fentect – Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios – atropela o Comando Amplo de Negociação e protocola Pauta de Reivindicação da campanha salarial de 2015-2016, sem passar pela aprovação dos interessados, os trabalhadores dos Correios

A campanha salarial 2015 -2016 dos trabalhadores dos Correios já começou a ser entregue pela diretoria fraudada da Fentect à direção da ECT.

No dia 01 de julho de 2015, membros da diretoria atual da Fentect, eleita no Congresso fraudado de Luziânia-GO, denominado Congresso da Bandalheira, protocolou às pressas junto a Presidência dos Correios a Pauta Nacional de Reivindicação da categoria dos Correios.

A atual diretoria da Fentect, liderada pelo traidor Talibã do PT, já mostrou seu cartão de visita, pois de uma forma ordeira, como cordeirinhos, apresentaram correndo a Pauta da categoria, sob a exigência da direção da ECT, antes mesmo dos trabalhadores dos Correios apreciar essa pauta em suas assembleias.

Os maiores interessados que são os 127 mil trabalhadores dos Correios estão sendo representado por uma turma de pelegos que sequer consegue fazer uma assembleia para legitimar junto aos trabalhadores as suas próprias reivindicações.

Desde quando a Federação foi criada em 1989, as pautas de reivindicação da categoria, antes de ser apresentada a direção da ECT, devem ser aprovadas pela maioria das assembleias dos sindicatos filiados a Federação.

Os sindicalistas pelegos do PT, PSTU e sindicalistas centristas da Fentect, tanto sabem disso, que no próprio calendário de lutas que eles elaboraram em acordo mútuo, determina que as assembleias avaliassem a pauta antes dela ser protocolada na ECT.

É a volta das negociações por fora do controle dos trabalhadores

A Pauta apresentada essa semana na ECT sequer foi debatida no Congresso da Bandalheira, pois essa Pauta foi resultado de um acordo dos sindicalistas do PT, PSTU e grupos independentes como a Intersindical dentro da Fentect.

No acordo de cúpula da burocracia sindical, o índice salarial para reajustar os salários que os trabalhadores irão reivindicar a direção da ECT sequer é colocado como eixo da campanha deste ano.

Nada disso é surpresa para quem conhece esses traidores da categoria, como Talibã do PT, Geraldinho e Jacozinho do PSTU que faziam parte sempre dos Comandos traidores, a máfia dos sete, onde a ECT comprava quatro, e assim foram entregues as nossas campanhas salariais na década de 90 e no início do nosso século.

Querem a volta do balcão de negócios contra o Comando Amplo da Fentect

Enquanto na direção anterior da Fentect, as negociações só começavam após os trabalhadores aprovarem a pauta e escolherem o Comando Amplo Nacional de Negociação e Mobilização da Fentect, composto por 42 membros, os atuais dirigentes da Fentect já iniciaram a campanha demostrando que querem a volta do balcão de negócios.

Vão tentar sepultar o Comando Amplo Nacional de Mobilização e Negociação da campanha salarial, uma conquista da categoria, e colocar a campanha salarial sobre o controle da diretoria da Fentect, que é em sua maioria quase absoluta, elementos patronais, sindicalistas do PT e pelegos antigos e divisionistas do PSTU.

Não é uma simples coincidência ou fato prático, os sindicalistas que fraudaram ou ajudaram a fraudar o Congresso da Fentect, assinarem todos o primeiro informe da campanha salarial, sem mencionar uma linha sequer sobre a obrigatoriedade estatutária de a Fentect convocar o Comando Amplo de Negociação.

Correram para protocolar uma pauta sem o aval da categoria, e sem a constituição de quem tem legitimidade de negociar que são os representantes eleitos em suas bases para constituir o Comando de Negociação.

Nos últimos três anos, por diversas vezes, a direção da ECT e os sindicalistas do PT e PSTU tentaram deslegitimar o Comando Amplo, e quando viram que não iam conseguir, apoiaram todas as iniciativas da ECT de formar mesas paralelas compostas pelos divisionistas do PCdoB através da Federação Fantasma-Findect.

Agora que conseguiram, através da fraude do Congresso da Bandalheira, recuperar a Fentect para o controle da ECT, os sindicalistas do PT e PSTU estão colocando em prática o ataque ao controle da campanha salarial pela categoria, que se expressava no Comando Amplo.

Para entregar a campanha salarial da categoria, como faziam nos anos 90 e no inicio da década, em troca de benesses para a burocracia sindical, o PT, PSTU e PCdoB precisam colocar o controle da campanha salarial nas mãos da direção da Fentect, ou seja, deles próprios.

No primeiro informe sequer mencionam a necessidade dos sindicatos enviar os representantes eleitos nas assembleias para compor o Comando Amplo.

Por isso, precisamos retirar a campanha salarial do controle dessa gente, elementos patronais, da confiança do Presidente da ECT.

– É necessária a eleição dos representantes do Comando Amplo de negociação pela base, escolhido nas assembleias.

– É necessário que os trabalhadores não autorizem que pessoas, que já deram demonstração de serem traidores dos interesses da categoria, negociem em seus nomes. Nenhum poder aos fraudadores e traidores da categoria como Talibã do PT e Geraldinho do PSTU.

– Os trabalhadores devem se organizar por fora da diretoria da Fentect, por fora dessa diretoria constituída através da fraude, que representam apenas os interesses da ECT, e estão lá para garantir cargos na ECT e privilégios dentro da burocracia sindical do movimento dos Correios.

– Por uma campanha salarial que coloque como questão central o reajuste salarial, estabelecendo em um único índice, a inflação do período, as perdas desde 1994 e um aumento real de 20%.

– Levante de forma consequente a luta contra a privatização da ECT, combatendo a terceirização, incorporando os terceirizados nos quadros da empresa de forma a amenizar o processo de exploração dentro dos Correios.

– Instalação imediata de um Comando Amplo Nacional de Mobilização e Negociação da campanha salarial, eleita pela categoria em assembleias abertas e sem a presença de chefes, conforme aprovado no Congresso da Fentect de 2012.

Fentect: A secretaria de finanças está nãos mãos dos divisionistas

O PSTU/Conlutas, que recebeu o cargo no “Congresso da Bandalheira”, é o principal aliado da federação divisionista e patronal do PCdoB/CTB, a Findect

A empresa ajudou os traidores do PT e do PSTU a fraudar e dar o golpe no Congresso da Bandalheira para ter na direção da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) sindicalistas de sua confiança. Esse golpe colocou na secretaria de finanças da federação os divisionistas do PSTU/Conlutas que querem dividir o movimento nacional da categoria.

O que significa isso? Significa que o segundo cargo mais importante da Fentect está ocupado por um grupo que defende dividir ainda mais o movimento sindical dos Correios. Mais precisamente, a Secretaria de Finanças está nas mãos da Findect, federação patronal sem legitimidade refundada pelos divisionistas do PCdoB/CTB.

O PSTU/Conlutas foi o principal aliado dos divisionistas do PCdoB durante todo o último mandato da Fentect. Enquanto o movimento de oposição, que havia vencido o último congresso, tentava avançar com uma política combativa, o PSTU/Conlutas boicotava essas iniciativas. Foi assim, por exemplo, nas campanha salariais, quando os sindicatos do PSTU/Conlutas decidiram dividir a data da greve nacional para favorecer os traidores divisionistas do PCdoB/Findect.

Vale lembrar também que quando o PCdoB anunciou que dividiria o movimento nacional, retirando os sindicatos de São Paulo e do Rio de Janeiro da Fentect, o PSTU/Conlutas tratou de fazer um panfleto “saudando a iniciativa” dos pelegos.

As histórias de amor entre PSTU/Conlutas e o PCdoB são muitas. Para trair a greve de 2011, por exemplo, o secretário-geral do Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo), “Nego Peixe” e o presidente, Elias “Diviza”, convidaram honrosamente Geraldinho do PSTU para falar na assembleia e referendar o fim da greve. Detalhe1: a assembleia foi feita às escondidas da categoria, em pleno feriado de dia das crianças. Detalhe 2: Geraldinho foi apresentado pelos diretores do PCdoB como o “amigo de fé, irmão camarada”. Detalhe 3, apenas para constar: Geraldinho agora é o secretário de finanças da Fentect. Alguma dúvida que a Fentect está nas mãos de um inimigo declarado da unidade dos trabalhadores?

Desde essa traição na assembleia de 2011, Geraldinho é o único com autorização do PCdoB para falar nas assembleias de São Paulo. Assembleias fechadas, controladas por bate-paus, com detectores de metal e sem a presença da oposição.

Por fim, depois de todo esse serviço prestado aos divisionistas do PCdoB/CTB, o PSTU/Conlutas ganhou uma recompensa. Em São Paulo, o PCdoB enviou pessoas à assembleia para votar nos delegados do PSTU no Congresso da Bandalheira. Mais uma prova de que essa Secretaria de Finanças está nas mão da Findect. Pelo menos até que o PSTU crie a sua própria federação nanica.

Isso mesmo. O PSTU/Conlutas não desistiu de dividir ainda mais a Fentect e vai usar a sua posição privilegiada dentro da Federação para continuar seu boicote interno criando pretextos artificiais e oportunistas para criar a Federação Anã.

Não deixar a Campanha Salarial nas mãos dos traidores do PT-PSTU

Formar comandos de base nos Correios: O Congresso da Bandalheira foi um golpe para colocar os velhos pelegos patronais “Talibã”, do PT, e Geraldinho, do PSTU/Conlutas, no comando das negociações

 Não dá para deixar a campanha salarial nas mãos de José Rivaldo-Talibã

Terminado o XII Congresso da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios), o já afamado “Congresso da Bandalheira”, fica cada vez mais claro porquê a empresa se esforçou para viabilizar a fraude e colocar de volta na federação a velha aliança PT-PSTU. A direção dos Correios quer seus homens de confiança nas negociações para entregar a campanha salarial.

José Rivaldo “Talibã”, da Articulação Sindical/PT, dispensa apresentações. Assinou o acordo bianual em 2009, deixando a categoria sem campanha salarial por dois anos, ajudou a entregar a enorme greve de 2011 para o TST e mais recentemente assinou a autorização para que o rombo do Postalis caísse nas costas do trabalhador. Isso apenas para citar algumas das inúmeras traições.

Geraldo Rodrigues, o Geraldinho do PSTU, ganhou a secretaria de finanças da Fentect de presente da empresa para repetir o que sabe fazer bem: traição! Geraldinho também ajudou a entregar a greve de 2011 para o TST, ajudando seu “amigo de fé, irmão camarada” Diviza (presidente do Sindicato de São Paulo, do PCdoB/CTB) a encerrar a greve em uma assembleia fantasma em pleno feriado. Seu partido, o PSTU, foi o principal articulador de uma das maiores traições aos interesses da categoria através da assinatura do PCCS 2008 da escravidão.

A categoria não pode deixar a campanha salarial nas mãos dessas figuras patronais. Depois do golpe no Congresso, a bandalheira vai continuar. A nova diretoria da Fentect é a diretoria da Bandalheira e está preparando uma enorme derrota da categoria no momento em que a empresa está sendo privatizada.

A entregada geral da campanha salarial já está em andamento. Basta ver as reivindicações, eixos de “luta” e calendário que todas as organizações aprovaram de comum acordo no congresso da bandalheira. Sequer há índice de reajuste salarial para os trabalhadores, pela primeira vez na história do movimento sindical dos Correios. Se depender de todos esses pelegos, será mais um ano de reajuste zero.

Portanto, é preciso desde já que os trabalhadores se organizem na base para tirar a campanha salarial das mãos desses traidores que tomaram conta da Fentect e dos sindicatos. A principal tarefa nesse momento é organizar comandos de base, que sirvam como organizador efetivo da campanha salarial e da greve.

É preciso também participar das assembleias, que deverão ser fraudadas como foi o congresso, e denunciar todos os golpes dos traidores, impondo a vontade da categoria, exigindo que os representantes do Comando Nacional de Negociação sejam trabalhadores da base. Essas medidas são o único caminho para que os interesses da categoria sejam garantidos, derrotando o “Balcão de Negócios” de compra e venda de sindicalistas que os pelegos querem trazer de volta para a Fentect.

“Como e porque a oposição entregou a Fentect ao PT”

Programa Análise Sindical: Balanço do XII Congresso da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios

No último sábado (27) a Corrente Sindical Nacional Causa Operária, com a Corrente Sindical Ecetistas em Luta, do PCO, realizarão um debate sobre o movimento sindical da categoria dos Correios e as conclusões do XII Contect (Congresso Nacional dos Trabalhadores dos Correios) realizado neste mês de junho.

O Congresso foi marcado por um golpe do PT para garantir a retomada da direção da Federação que contou com a ajuda decisiva de setores da Oposição, com destaque para a Intersindical e um grupo de Minas Gerais.

Assista aqui ao debate que está disponível na Causa Operária TV, canal do PCO no YouTube.

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